A trajetória do vice-governador de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), ganhou novos capítulos durante as articulações para as eleições de 2026.
Depois de romper politicamente com o grupo do governador Paulo Dantas (MDB) e se aproximar de JHC (PSDB), Lessa enfrentou sucessivas mudanças nas negociações para a formação das chapas eleitorais.
O movimento também provocou repercussões dentro do campo político com o qual Lessa manteve alianças nos últimos anos.
Em abril, após Lessa declarar apoio ao projeto político de JHC, o governo de Paulo Dantas promoveu exonerações que atingiram 63 cargos relacionados a indicações do vice-governador.
A decisão consolidou o rompimento entre os grupos.
Lessa posteriormente justificou publicamente sua mudança política afirmando não estar “amarrado” a nenhum grupo e defendendo uma mudança de rota.
Nas articulações eleitorais, o nome de Ronaldo Lessa chegou a ser discutido para a vaga de vice na chapa de JHC.
A composição terminou seguindo outro caminho, e a ex-prefeita de Arapiraca Célia Rocha ficou com a vaga.
Lessa passou então a integrar a chapa de Marina Cândia, candidata ao Senado, como segundo suplente.
Posteriormente, apresentou sua renúncia à segunda suplência em meio a negociações para assumir a primeira posição.
A primeira suplência permaneceu, entretanto, com Eudócia Caldas, mãe de JHC.
Com o encerramento do prazo para alterações na chapa, Lessa ficou fora da disputa eleitoral de 2026.
Após os episódios envolvendo a composição eleitoral, novas informações começaram a circular nos bastidores da política alagoana.
Reportagens recentes apontam para conversas envolvendo uma possível reaproximação de Ronaldo Lessa com o grupo político do governador Paulo Dantas.
Até o momento, a movimentação deve ser tratada como articulação política em andamento, e não como retorno definitivamente formalizado.
A eventual aproximação chamaria atenção justamente porque ocorre meses depois do rompimento que levou Lessa ao grupo de JHC.
A movimentação também passou a gerar análises sobre a posição política de Ronaldo Lessa, cuja trajetória inclui uma longa relação com partidos e movimentos identificados com o campo progressista.
Publicações políticas passaram a interpretar as mudanças recentes como fonte de desgaste nesse segmento.
Essa avaliação, entretanto, representa uma interpretação política e não deve ser confundida com uma aferição objetiva da opinião do eleitorado sem dados específicos de pesquisas que sustentem essa conclusão.
A sequência de rompimentos, negociações e possíveis reaproximações coloca Ronaldo Lessa novamente no centro das articulações políticas de Alagoas às vésperas da eleição.
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