Alerta global: FIFA e EUA temem ataques extremistas na Copa do Mundo de 2026

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Relatórios internos de segurança da FIFA e autoridades dos Estados Unidos acenderam um alerta preocupante a poucos meses da Copa do Mundo FIFA de 2026. Documentos analisados por agências internacionais apontam risco real de ataques extremistas, sabotagem e episódios de violência durante o torneio.

A preocupação não é pequena: o Mundial de 2026 será o maior da história, com 104 partidas disputadas em três países — Estados Unidos, Canadá e México — e com expectativa de milhões de torcedores circulando entre cidades e estádios.

Segundo análises de inteligência citadas nos relatórios, possíveis ameaças incluem ataques a sistemas de transporte, manifestações violentas e ações isoladas de extremistas. O alerta ocorre em meio a tensões políticas e geopolíticas envolvendo o governo americano e conflitos internacionais recentes.

Segurança atrasada e corrida contra o tempo

O cenário ficou ainda mais delicado após atrasos na liberação de cerca de US$ 625 milhões destinados à segurança do evento. Esse dinheiro seria usado para reforçar policiamento, tecnologia de vigilância e infraestrutura de proteção nas cidades-sede.

Sem esses recursos liberados no prazo esperado, autoridades locais agora correm contra o tempo para garantir que o evento seja seguro. Para muitos analistas, cada jogo da Copa terá complexidade equivalente à segurança de um Super Bowl — só que multiplicado por mais de cem partidas.

Eventos com multidões são o maior risco

Outro ponto de atenção são os tradicionais FIFA Fan Festivals, eventos com telões gigantes e milhares de torcedores reunidos nas cidades-sede.

Por precaução, um grande festival planejado para Nova Jersey foi cancelado e substituído por eventos menores, considerados mais fáceis de proteger do ponto de vista policial.

Geopolítica invade o futebol

A tensão internacional também pesa no planejamento do Mundial. O conflito recente envolvendo os EUA e o Irã e as políticas migratórias do governo americano podem gerar protestos ou radicalização de grupos, ampliando o risco de incidentes durante o torneio.

A própria FIFA já reconhece que o cenário político global pode interferir diretamente no ambiente do maior evento do futebol mundial.