Após especulações sobre o possível fechamento do Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (CEPA), em Maceió, o Governo de Alagoas confirmou que o tradicional complexo educacional não será desativado. Pelo contrário: o local passará por um processo de modernização estrutural e reorganização pedagógica nos próximos anos.
A informação foi reforçada pela secretária estadual de Educação, Roseane Vasconcelos, que buscou tranquilizar estudantes, pais e professores diante de rumores que circularam nas redes sociais sobre o futuro do complexo. Segundo ela, a proposta do governo é preservar o patrimônio educacional do CEPA enquanto amplia a qualidade da infraestrutura e do ensino.
O plano prevê reformas em salas de aula, laboratórios e áreas de convivência, além de reorganizar o funcionamento das unidades que fazem parte do complexo educacional. A ideia é atualizar o CEPA para um modelo de ensino mais moderno, alinhado às novas demandas educacionais.
Segundo a Secretaria de Educação, nenhuma escola será fechada. O projeto busca melhorar a estrutura das unidades sem reduzir vagas ou comprometer o funcionamento das instituições que operam dentro do complexo.
A modernização do CEPA também faz parte de uma estratégia mais ampla do governo estadual: descentralizar a rede de ensino e aproximar as escolas dos bairros onde os estudantes vivem.
Com novas unidades sendo abertas em diferentes regiões da capital, o objetivo é reduzir deslocamentos longos de alunos até o bairro do Farol — onde o complexo está localizado — e permitir que mais estudantes estudem perto de casa.
Dentro desse novo modelo, o CEPA tende a se consolidar como um polo educacional de referência, com foco em ensino técnico, integral e programas de alto desempenho acadêmico.
A reorganização também leva em conta mudanças demográficas em Maceió, incluindo o deslocamento de moradores de bairros afetados pelo desastre geológico relacionado à mineradora Braskem, que alterou a distribuição da população na capital alagoana.
Mesmo com essas mudanças, dados recentes indicam crescimento em algumas escolas do complexo. A Escola Estadual Princesa Isabel, por exemplo, registrou aumento de 14,4% nas matrículas em 2026, sinalizando que o modelo de ensino integral continua atraindo estudantes.
Criado como um dos maiores polos educacionais públicos de Alagoas, o CEPA reúne várias escolas estaduais em um único espaço e tem papel histórico na formação de gerações de estudantes.
Com as reformas anunciadas, o governo pretende transformar o complexo em um centro educacional mais moderno e especializado, mantendo sua relevância dentro da rede estadual de ensino.