A escalada da guerra no Oriente Médio provocou forte reação nos mercados financeiros nesta segunda-feira (9). Bolsas de valores ao redor do mundo registraram quedas expressivas, enquanto o preço do petróleo disparou e chegou perto de US$ 120 por barril, o maior nível desde 2022.
Investidores reagiram ao aumento das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, temendo interrupções na produção e no transporte de petróleo na região, uma das principais fornecedoras de energia do planeta.
A alta do petróleo foi rápida. Em algumas negociações, o preço da commodity subiu mais de 20% em um único dia, refletindo preocupações com possíveis bloqueios de rotas estratégicas de exportação e redução na oferta de combustível.
Com o petróleo mais caro, aumentam também os temores de inflação global e desaceleração da economia, já que o combustível influencia diretamente o custo do transporte, da produção industrial e de diversos produtos.
Diante da incerteza, investidores passaram a vender ações, provocando quedas nas bolsas de vários países. Em alguns mercados, índices chegaram a cair mais de 2% durante o pregão, refletindo o medo de uma guerra prolongada e seus impactos na economia mundial.
Especialistas alertam que, se o conflito continuar se intensificando, o aumento dos preços da energia pode pressionar ainda mais a inflação e afetar o crescimento econômico global.