O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira (9) que não pretende aceitar um cessar-fogo no conflito que envolve o país, os Estados Unidos e Israel. Autoridades iranianas disseram que, enquanto os ataques continuarem, a prioridade será defesa e retaliação militar.
Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, o país precisa continuar lutando “pelo bem do seu povo”, rejeitando as pressões internacionais por uma trégua imediata.
Além disso, o governo iraniano acusou os Estados Unidos de terem interesses econômicos por trás da guerra, afirmando que Washington estaria interessado no petróleo do país e na influência sobre a região.
A declaração acontece em meio à escalada do conflito que começou no fim de fevereiro, após ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra alvos estratégicos no Irã. Em resposta, Teerã lançou mísseis e drones contra países aliados dos norte-americanos no Oriente Médio.
Nos últimos dias, o confronto se ampliou para vários países da região e já deixou centenas de mortos e milhares de deslocados, além de provocar forte impacto na economia global e no preço do petróleo.
Com a guerra se intensificando, analistas avaliam que um acordo de paz imediato é improvável, já que ambos os lados mantêm posições duras e continuam ampliando operações militares.