As eleições, tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo, têm sido fortemente impactadas pela presença das redes sociais. Embora essas plataformas sejam ferramentas poderosas de comunicação direta entre candidatos e eleitores, elas também geram desigualdades significativas, favorecendo candidatos com grandes bases de seguidores em detrimento daqueles com menor presença digital.
Um exemplo marcante dessa realidade é Pablo Marçal, um candidato que acumula milhares de seguidores nas redes sociais. Apesar de sua grande base de fãs, Marçal viu sua conta no Instagram ser bloqueada durante o período eleitoral, o que levantou debates sobre o papel e o controle das redes sociais nas campanhas políticas. Para Marçal, o bloqueio representou um obstáculo em sua comunicação direta com os eleitores, mas, ao mesmo tempo, o caso trouxe à tona a questão da desproporção de alcance que esses canais digitais oferecem a candidatos com maior popularidade.
Candidatos com milhões de seguidores têm a capacidade de disseminar suas mensagens em uma escala muito superior, muitas vezes gastando quantias elevadas em publicidade para garantir maior visibilidade. Esse cenário ofusca candidatos menores, cujas ideias e propostas podem ser igualmente ou mais relevantes, mas que não conseguem competir no mesmo nível de exposição.