A informação foi divulgada pela Salton em comunicado à imprensa. De acordo com a vinícola, foram contratados 14 trabalhadores via a empresa terceirizada Fênix Serviços Administrativos e Apoio à Gestão de Saúde LTDA.
O pagamento é parte de um acordo firmado com o Ministério Público do Trabalho para reparação dos danos causados aos empregados. Apesar de ter contratado trabalhadores que estavam em situação similar à escravidão, a Salton diz que o acordo com o MPT não deve ser interpretado como assunção de culpa ou responsabilidade por parte da vinícola.
A empresa diz ainda que repudia qualquer ato de violação dos direitos humanos, bem como "todas e quaisquer declarações que não promovem a pacificação social".
O valor da indenização será dividido entre as três vinícolas e comporá o fundo de trabalhadores resgatados, além de ser revertido a entidades, projetos ou outros fundos para reparação dos danos sociais causados. O MPT fará indicações para reversão do dinheiro.
Na quinta-feira (2), a vinícola Aurora pediu desculpas aos trabalhadores resgatados e se disse envergonhada.
No sábado (4), a Cooperativa Garibaldi, em nota à imprensa, disse que "vem cumprindo todas as solicitações e mantendo postura colaborativa com relação às autoridades para o andamento dos trabalhos".
A situação degradante e análoga à escravidão foi descoberta em Bento Gonçalves (RS). Ao todo, 207 homens foram resgatados na Serra do Rio Grande do Sul —194 já retornaram para a Bahia, quatro permaneceram no RS e nove já viviam no estado.