TRAFICANTE DO PCC AFIRMA TER SIDO EXTORQUIDO EM R$ 500 MIL APÓS PRISÃO, DIZ INVESTIGAÇÃO

Caso levou investigadores a identificarem suposto esquema envolvendo ex-estagiário do Ministério Público de São Paulo e agentes da segurança pública

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Uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP), revelou que um traficante ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) afirmou ter sido alvo de uma tentativa de extorsão no valor de R$ 500 mil após ser preso em 2025.

Segundo a apuração, o criminoso estava foragido da Justiça de Campinas e foi localizado em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Após a prisão, ele apresentou aos investigadores mensagens que indicariam a cobrança de meio milhão de reais para evitar sua captura.

As investigações apontaram como suspeito um ex-estagiário da Promotoria de Justiça de Campinas, que atualmente atua como advogado. De acordo com o Ministério Público, ele possuía acesso a investigações e inquéritos em andamento durante o período em que trabalhou no órgão.

O caso integra a Operação Infiltrados, deflagrada nesta terça-feira (9), que resultou na prisão de um ex-estagiário do MPSP, de um ex-chefe de investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas e de um ex-investigador da Polícia Civil. Os suspeitos são investigados por suposta ligação com integrantes do PCC e por participação em esquemas de extorsão contra investigados.

As apurações também apontam que parte dos investigados teria participado de um plano para assassinar o promotor Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco. Segundo o Ministério Público, o plano foi descoberto e neutralizado antes de ser executado.

A investigação segue em andamento para esclarecer a participação de cada suspeito e eventuais conexões entre agentes públicos e integrantes da organização criminosa.