RENAN FILHO COBRA EXPLICAÇÕES DE JHC SOBRE RECURSOS DO IPREV APLICADOS NO BANCO MASTER
senador defende aprofundamento das investigações e recuperação dos valores da previdência municipal
O senador e pré-candidato ao Governo de Alagoas, Renan Filho (MDB), cobrou nesta quinta-feira (28) explicações da gestão do ex-prefeito JHC sobre aplicações financeiras realizadas pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (Iprev) em ativos ligados ao Banco Master.
Durante entrevista à Rádio Correio Delmiro, ao apresentador Jota Silva, Renan afirmou que os recursos pertencem aos servidores públicos e defendeu que as investigações avancem até a identificação de todos os responsáveis pelas operações.
“Defendo que a investigação vá até as últimas consequências para trazer de volta o recurso do servidor”, declarou.
Ao comentar o caso, o senador criticou a política de investimentos adotada pela Prefeitura de Maceió e questionou a aplicação de recursos previdenciários em operações consideradas de maior risco.
“A Prefeitura de Maceió pegou recursos dos servidores e aplicou em banco de alto risco. O banco quebrou e o dinheiro sumiu”, afirmou.
Renan Filho destacou que recursos destinados à aposentadoria dos servidores devem priorizar segurança financeira e preservação patrimonial.
“Ninguém quer perder o dinheiro da aposentadoria. Se perguntassem ao servidor se ele queria o recurso aplicado em banco seguro ou em investimento de alto risco, certamente ele escolheria a opção mais segura”, disse.
Durante a entrevista, o senador também citou ações adotadas durante sua gestão no Governo de Alagoas voltadas ao equilíbrio previdenciário estadual.
“Eu criei a previdência complementar do servidor e deixei o Estado com dinheiro em caixa da previdência”, afirmou.
Renan ainda questionou as instituições financeiras utilizadas pela Prefeitura de Maceió em operações ligadas à folha salarial e investimentos públicos.
“O governo do Estado paga a folha dos servidores na Caixa Econômica Federal. Já a Prefeitura de Maceió utiliza o Banco de Brasília. Isso não faz sentido”, declarou.
O caso envolvendo aplicações do Iprev segue gerando repercussão política e deve continuar no centro dos debates sobre gestão previdenciária e responsabilidade fiscal em Alagoas.