Esse destino invisível é conhecido como Grande Atrator.
O motivo de não enxergarmos essa área é que nosso próprio plano galáctico, repleto de poeira, gás e estrelas, bloqueia a visão — uma faixa chamada “zona de evasão”.
Não é um único objeto, mas uma imensa concentração de massa. A gravidade ali é tão intensa que influencia o movimento de galáxias a centenas de milhões de anos-luz.
Estima-se que esteja a ~250 milhões de anos-luz de nós, na direção das constelações do hemisfério sul celeste.
Com o tempo, os cientistas perceberam que o Grande Atrator faz parte de uma estrutura ainda maior: o superaglomerado Laniakea, que abriga a nossa galáxia e cerca de 100 mil outras.
Pelo movimento.
Ao medir a velocidade e a direção de milhares de galáxias, astrônomos notaram que elas não seguem apenas a expansão do universo. Há um desvio coletivo, como se algo gigantesco estivesse puxando tudo naquela direção.
Ainda não sabemos ao certo.
Pode ser:
Parte dessa região também se sobrepõe ao Aglomerado de Norma, um dos aglomerados mais densos já observados.
Estamos sendo arrastados por algo que:
É um dos maiores lembretes de que, mesmo mapeando bilhões de galáxias, ainda conhecemos muito pouco da arquitetura real do universo.