O Museu Palácio Floriano Peixoto recebe, até o fim de abril, a exposição “Eu, Kariri-Xocó: barro, identidade e resistência”, iniciativa que coloca em evidência a cultura indígena e o protagonismo dos povos originários em Alagoas.
A mostra apresenta peças produzidas a partir de um processo coletivo dentro da comunidade Kariri-Xocó, localizada em Porto Real do Colégio, reunindo arte, tradição e conhecimento ancestral transmitido entre gerações. ()
BARRO COMO LINGUAGEM DE MEMÓRIA
Mais do que objetos, as peças expostas funcionam como narrativas.
Produzidas manualmente, elas refletem:
Cada obra carrega um significado que vai além da estética, conectando passado e presente em uma expressão de resistência cultural. ()
PROCESSO COLETIVO E FORMAÇÃO CULTURAL
A exposição também evidencia o processo por trás da arte.
O projeto inclui:
A proposta é fortalecer a transmissão de saberes dentro da própria comunidade, garantindo continuidade cultural e valorização das práticas tradicionais. ()
ESPAÇO PARA VOZES HISTORICAMENTE INVISIBILIZADAS
A realização da mostra no museu amplia o alcance dessas narrativas.
Segundo a organização, a exposição busca abrir espaço para histórias que muitas vezes não têm visibilidade, convidando o público a compreender a importância dos povos indígenas na formação cultural do estado. ()
LEITURA DE BASTIDOR
A exposição vai além da arte.
É cultura — mas também é afirmação política e histórica.
RESUMO:
No fim, o recado é direto:
não é apenas uma exposição — é um espaço de reconhecimento, memória e resistência.